Síndrome de Abimeleque

“E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido.” (Juízes 9.5).

Ao longo da história da Igreja percebo que as batalhas travadas contra ela são quase sempre procedentes de fatores externos: Satanás e o mundo, porém, nestes tempos modernos, um outro adversário, que não se manifestava com tanta evidência, hoje, tem se apresentado como forte inimigo.

Este novo oponente tem nascido dentro da própria igreja, e talvez seja aquela parcela que Jesus chamou de joio, que agido com forte intensidade, sendo responsável por inúmeras crises entre o corpo de Cristo.

A história de Abimeleque, filho de Gideão, foi marcada por vários episódios os quais Deus abominou, principalmente, quando ele matou seus setenta (70) irmãos, só escapou o menor, Jotão, que o esconderam da fúria e inveja de seu algoz, Abimeleque.

A síndrome de Abimeleque é intensificada pela soberba, covardia e falta de amor. Tão logo seu pai Jerubaal morreu ele assumiu o trono e investiu malignamente contra ao seus irmãos. Ele matou friamente seus irmãos: “E veio à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma pedra. Porém Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porque se tinha escondido.” (Juízes 9.5)

É muito triste quando irmão mata irmão. Hoje, a síndrome de Abimeleque é no campo espiritual. Irmãos estão matando irmãos, com palavras insensatas, inverdades, falsos testemunhos e murmuração desnecessárias. A síndrome de Abimeleque, nasceu do outro lado do paraíso, quando Caím matou Abeu. Tal pecado chegou até a casa de Davi e Absalão matou seu irmão Amnon; Salomão fez o mesmo e mandou matar a Adonias seu irmão e o recordista de mortes, foi com certeza abimeleque que matou setenta.

As igrejas estão repletas de irmãos que não somam e nem multiplicam o rebanho de Deus, somente dividem, através de vários cenários, o mais comum é a síndrome de Abimeleque. Estes que assim procedem são chamados por Jesus de Joio. Estes tais, diz Paulo a Timóteo são: “…homens amantes de se mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem

afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons. Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus; tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Timóteo 3.2-5).

A ordem de Paulo é se afastar. A síndrome de Abimeleque precisa ser combatida veementemente com oração, jejum, e atitude sensata: Afastar-se de quem está doente com essa síndrome. Deus não manda arrancar o joio do nosso meio, mas podemos se afastar daqueles que procuram, com murmuração e falatórios profanos e mentirosos, matarem espiritualmente seus irmãos em Cristo.

 

A igreja precisa se unir mais, buscar mais ao Senhor e desenvolver estratégias que afastem esses tais faltosos do nosso meio, ou melhor, os que estão contaminados com a síndrome de Abimeleque. Aleluia!

Quando tudo parece perdido 2 (continuação)

“O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me coloque no tanque, mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (João 5.7).

O paralítico de Betesda, como ficou conhecido, não conhecia Jesus Cristo e muito menos havia tido notícias dEle, é tanto que ele só pensava no tanque e não tirava os seus olhos dos alpendres onde muitas pessoas doentes aguardavam por um milagre.

Tudo parece difícil. Para a mulher de Lucas 8, a que tinha um fluxo de sangue, todas as suas economias foram gastas com os médicos e não tinha mais a quem apelar. Quando ela soube da história que envolvia Jesus e que ele era o Filho de Deus e estava sempre pronto para abençoa, curando os enfermos, libertando os oprimidos do diabo e salvando, ela não perdeu tempo e saiu desesperada à procura do Mestre da Galiléia.

Essa mulher tristonha e desenganada pelos médicos de sua época, só precisou exercitar a fé, renovar sua esperança e colocar o desejo de procurar Jesus Cristo. Em o achando, só precisou tocar na orla de seu vestido para receber a cura e, também, a salvação: “Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado, e como logo sarara. E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.” (Lucas 8.47,48).

Caso semelhante acontecera na aldeia de Betânia, onde viviam Lázaro, Marta e Maria, episódio relatado no capítulo onze do Evangelho de João. Marta havia perdido toda a esperança de cura para seu irmão Lázaro, porquanto Jesus havia se ausentado dali e ela viu que a doença de seu irmão era para a morte e, de fato, ele morrera e foi sepultado.

Marta e sua irmã cumpriam os dias do luto e depois de quatro dias do sepultamento, ela tomou conhecimento de que Jesus havia chegado a Betânia, e não perdeu tempo foi correndo ao encontro dEle e ao vê-lo disparou: “… Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11.21).

Quando a situação nos é desfavorável e temos alguma perda, geralmente, procuramos um culpado, e Marta colocou a culpa em Jesus, porém, de tudo ela não perdera a fé, é tanto que disse a Jesus: “Mas também, agora, sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus te concederá” (João 11.22). Nascia ali uma nova fé; a esperança de Marta  estava sendo renovada e Jesus não permitiu que ela se abatesse mais ainda e, foi logo dizendo-lhe: “… Eu Sou a ressurreição e a vida, quem crer em mim, ainda que esteja morto viverá” (João 11.25). Como é maravilhoso quando cremos em Jesus.

Tudo estava realmente perdido para Marta, porém, ela acompanhou a Jesus e ao lado dEle e de sua irmã, ouviu quando ele chorou, o viu também orar a Deus e depois mandar os homens tirarem a pedra e por último exclamar em alta voz: “…Lázaro, vem para fora”. Que maravilha, Lázaro ressuscitou e voltou ao convívio de sua família. Um homem que já cheirava mal, que estava na sepultura há quatro dias. Agora era motivo de admiração e o povo glorificou a Deus.

Tudo parecia realmente perdido. Até mesmo Maria, disse a Jesus que: “… Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11.32). Porém, ela o fez diferentemente de sua irmã Marta, ela falou assim com Jesus, de joelhos, pois ela havia se lançado aos pés de Cristo, é tanto que Jesus ao vê-la naquele estado, chorou!

Não perca a sua esperança, não abandone a sua fé, creia em Cristo, se anime, glorifique ao Senhor, porquanto Ele é capaz de solucionar o seu problema, por mais difícil que ele seja. Nada é impossível para Deus!

O milagre aconteceu, não somente na vida do paralítico de Betesda, mas também na vida da mulher que tinha um fluxo de sangue e de Lázaro que havia morrido. O mesmo gozo que todos sentiram você poderá sentir também, basta tão somente crer e confiar no Senhor. Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, diz a Bíblia. Não desanime, continue lutando, batalhando por seu milagre. Exerça a sua fé e jamais perca a sua esperança de alcançar um milagre para sua vida.

Quando tudo parece perdido 1

“O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me coloque no tanque, mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim” (João 5.7).

Trinta e oito anos paralítico e, como estava deitado em uma cama, no meio de muitos outros enfermos, dentre eles cegos, coxos e paralíticos, próximo do tanque chamado Betesda de cinco alpendres, ali estava um necessitado que chamou à atenção de Jesus Cristo.

É bem provável que outras partes do corpo do paralítico estivessem, também, atingidas por alguma anomalia, pois, ele ficava muito tempo sobre a cama desconfortavelmente. Isto a Bíblia não relata, mas o certo é que ele já tinha muitos anos paralítico.

Tal como a situação deste pobre homem, há também algumas pessoas que estão dependendo de um milagre em suas vidas, porém, são pessoas que já se entregaram a doença, não reúnem mais fé e nem esperança para serem curadas, porquanto, outras doenças as impedem de buscarem com disposição a solução para seu problema de saúde e só vivem se lamentando, e até dizem: “Tudo já está perdido!”, “não tenho mais esperança de obter a cura divina!”, “Deus me abandonou!”, etc.

Quando a pessoa chega a esse estágio, muitos buscam em outras fontes, muitas vezes fora da realidade bíblica para serem curadas. O paralítico cria naquela superstição inventada pela população da cidade e depositava o restinho de fé que tinha naquela ilusão. Jesus viu a sua ansiedade pela cura e em meio a tantas pessoas necessitadas de um milagre, Jesus só curou aquele paralítico.

Quando a situação chega a esse ponto, ou seja, quando tudo parece difícil e sem solução, é bom erguer a cabeça para o alto e recitar o Salmos 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” (Sl 121.1,2). Não permita que sua fé desapareça de seu coração, nem que a esperança faça naufrágio, muito menos se culpar ou colocar nos outros a culpa pela crise que você está passando. Olhe somente para Deus e creia nEle!

Aquele homem estava ali junto ao tanque de Betesda e no Templo havia uma festa dos judeus. Jesus se dirige à porta das ovelhas e depara-se com aquele paralítico que não respondeu a pergunta de Jesus: “…queres ficar são? (v.6). Ele mesmo não acreditava no milagre procedente por Jesus, o Salvador do mundo. Ele simplesmente relata fatos de sua vida, e estes, cheios de dificuldades e impossibilidades à luz humana. (continua).

O almoxarifado é o celeiro de nossas vidas

“E se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares” (Provérbios 3.10).

O salmista Davi, salmodiando com alegria falou sobre o seu desejo de ser feliz e que a sua felicidade fosse também desfrutada por seus filhos e pelo seu povo: “Para que nossos filhos sejam como plantas, bem desenvolvidos na sua mocidade, para que as nossas filhas sejam como pedras de esquina lavradas, como colunas de um palácio. Para que os nossos celeiros se encham de todo o provimento…” (Salmo 144.12,13).

A vida do cristão guarda uma certa semelhança com o almoxarifado ou a um celeiro.  O almoxarifado é um setor de grande importância para uma empresa, porque ali se exige o controle do estoque, ou seja, quantidade, reposição, armazenagem, validade, controle do uso, mercadorias e produtos de um modo geral; já no celeiro se guardam as provisões para muitos dias ou anos.

Um ilustre empresário certo dia, resolveu visitar todos os setores de sua empresa e quando chegou ao almoxarifado ficou surpreso com a quantidade de peças usadas, seminovas e até mesmo novas, porém com defeitos, estocadas no recinto. Então, ele perguntou ao responsável: como você quer que eu construa outro almoxarifado maior se esse é suficiente? Basta tão somente se desfazer das peças velhas, das seminovas e das peças novas defeituosas aqui estocadas. Assim procedendo sobrará espaço e ai, então, se renovará o estoque.

De igual modo é a vida cristã, que necessita de constante renovação a fim de não impedir as bênçãos novas que o Senhor tem reservadas para os seus. Se o coração está que nem um poço entulhado, então, faz-se necessário retirar o indesejável, ou seja, os ressentimentos, as injúrias, a perversidade, a tristeza, a angústia, a ira, a inveja, as más lembranças, e tudo aquilo que estiver impedindo o Espírito Santo fazer em sua vida. Paulo disse: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Quando o cristão se deixa ser renovado pelas bênçãos celestiais, outras bênçãos passam a fluir com mais frequência em sua vida e sua utilidade na obra de Deus torna-se crescente e abundante.

Um almoxarifado tem que ser organizado, limpo e agradável para se trabalhar. O celeiro tem que está bem cheio para suprir todas as necessidades. A Bíblia diz que “…o trigo é recolhido no celeiro de Deus” (Mt 13.30). O trigo é símbolo da Palavra de Deus, o alimento diário do cristão. Você tem armazenado trigo no seu celeiro? Você tem guardado a Palavra de Deus?

O que você tem guardado no seu coração que está lhe trazendo prejuízos espirituais? Lance fora todo o desgosto!

Não tenho nenhum legado

“Tinha Joacaz vinte e três anos de idade quando começou a reinar e três meses reinou em Jerusalém, e era o nome de sua mãe Hamutal, filha de Jeremias, de Libna. E fez o que era mal aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizeram seus pais” (2 Reis 23.1,2).

O rei Josias morreu por pura imprudência. Faraó-Neco não queria lutar contra o rei de Judá, mas ele procurou afrontar o rei do Egito e o fim foi trágico. Joacaz, filho de Josias assumiu o trono e só reinou três meses em Jerusalém, porque Faraó o prendeu no Egito até a morte e colocou no lugar de Josias a Eliaquim um dos filhos daquele rei de Judá e aproveitou para mudar, também o seu nome de Eliaquim para Jeoaquim.

O rei Joacaz não tinha legado, não construiu um bom reinado, ele contrariou a vontade do Senhor, ele fez o que era mal aos olhos de Deus e por isso o Senhor permitiu que o rei do Egito o afrontasse e o prendesse.

Se você tem desejo de ser uma bênção nas mãos de Deus procure produzir frutos na obra do Senhor, a fim de que o seu legado seja frutífero. Deus espera que você produza frutos bons, dignos de toda honra e glória.

Não se apresente vazio diante de Jesus Cristo, faça alguma coisa para Deus, desperte o dom que há em ti, valorize o que você já recebeu do Espírito Santo, mantenha a sua chama acessa e amplie a sua tenda e firme bem as estacas, não permita que o inimigo de nossas vidas ponha a boca no trombone e divulgue que você não tem nenhum legado.

O bom legado é alcançado com dedicação à obra do Senhor. Faça alguma coisa enquanto é dia, pois a noite vem e ai não haverá mais como trabalhar em prol do reino de Deus.

 

Uma receita que nos torna um vitorioso

“E olhei, e levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados, e ao resto do povo: não temas… Os que edificam o muro, e os que traziam as cargas, e os que carregavam, cada um com uma mão fazia a obra e na outra tinha as armas. Grande e extensa é a obra…; No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós. E nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me seguiram largávamos as nossas vestes, cada um ia com suas armas à água” (Neemias 4.14, 17, 19, 20 e 23).

Lendo este maravilhoso texto de Neemias, posso com convicção, depois de 14 anos à frente de um rebanho abençoado dizer qual foi a receita que me fez um vitorioso em Cristo até aqui: incentivo, conscientização, responsabilidade e união.

Quantas pessoas estão às vezes desanimadas, tristes, sem esperança nenhuma e chegamos a ela e proferimos palavras de incentivo e de autoestima, então a pessoa se renova e desperta de seu sono espiritual e começa novamente a obter êxito na vida e se firma na fé e a partir dali prossegue numa caminhada firme e próspera na presença de Jesus Cristo.

Ela na verdade se conscientiza que Deus realmente não a abandonou, que a ama de verdade, que o céu lhe está garantido, que somente Cristo é o Salvador e Senhor de sua vida, que o mundo jazz no maligno e que ela é mais do que vencedora em Cristo.

Ela também, aceita os desafios vindouros e agora, com responsabilidades para consigo mesmo, para com o rebanho de Deus e para com a sua família, prossegue para o alvo, animosa e cheia de virtude, porquanto, tudo começou com um incentivo e a reconciliação, que evidencia uma união perfeita e vitoriosa.

A receita da vitória que me tem feito um vencedor, está baseada no incentivo, na conscientização, na responsabilidade e na união. Segure essa ai você também!

Se você recebeu algo de Deus, valorize-o

“Assim, edificamos o muro, e todo o muro se cerrou até sua metade, porque o coração do povo se inclinava a trabalhar” (Neemias 4.6).

 Neemias, o copeiro do rei Artaxerxes, após conversar com seu senhor, recebeu carta branca para viajar a Jerusalém e reparar o muro que estava destruído e queimado a fogo pelos inimigos do povo judeu. Neemias é um exemplo de quem soube valorizar o que recebeu de Deus: sua chamada, sua capacidade para unir e despertar o povo para o trabalho, para a reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém.

Neemias valorizou o seu próprio nome, que em hebraico significa “Jeová conforta”. O povo estava desanimado, triste, sem ânimo para enfrentar o grupo de Tobias, o amonita, Sambalate, Gesém, o arábio, e o resto dos inimigos que se levantaram contra Neemias porque ele havia fechado as brechas do muro da cidade de Jerusalém. Neemias estava decidido a lutar contra seus inimigos e muito mais pelo pecado que assolava o povo dentro dos muros destruídos da cidade.

Neemias escolheu um bom parceiro de trabalho, o sacerdote Esdras, o escriba. Neemias valorizou a sua chamada. Quantos estão prostrados no caminho, sem ânimo, sem graça, sem unção e sem força para continuar a caminhada cristã, tudo porque não valorizou a chamada de Deus para a realização de uma grande obra, a evangelização de vidas perdidas e sem o conhecimento do Senhor Deus.

Alguns fatores subjacentes a uma chamada precisam ser observados, tais como, o reconhecimento do senhorio de Jesus Cristo, a compreensão da vontade de Deus, a qual inclui a salvação, a santificação, a consagração, a gratidão, coisas que não mais fazem parte de sua bagagem cristã. Ei, desperta meu irmão! Deus está vivo e você quase morto!. Neemias não se deixou levar por palavras desanimadores. Ele tinha uma mente aberta, um ouvido atento a voz do Espírito Santo, um coração puro, duas mãos sempre ocupadas e dois pés prontos para caminhar em busca das famílias desanimadas e tristes, a fim de inceri-las no contexto da obra.

Neemias recebeu a capacidade para unir o povo. Foi através da união das famílias que ele conseguiu alcançar os seus objetivos. Sem união não há despertamento e nem animosidade para com o trabalho. Neemias despertou o povo para o trabalho, e a motivação do povo foi acompanhada de fé e de certezas, porquanto o final foi a obra concluída e os inimigos do povo derrotados.

Valorize o que você recebeu de Deus, não despreze as pequenas coisas!

Vida de pardal solitário

“Velo e sou como o pardal solitário no telhado” (Salmos 102.7).

A solidão tem sido uma constante na vida de inúmeras pessoas, quer sejam eles cristãs ou não. O solitário, que nem o pardal do texto acima, poderá ir a óbito, porquanto, esse tipo de problema além de ser preocupante ele também mata como qualquer outra doença.

A solidão não é comum somente em pessoas adultas, hoje, os mais jovens podem ser atingidos por ela. Quando o individuo se isola para ter momentos marcantes em sua vida, quer seja para estudar, meditar ou fazer as suas orações, é coisa que chega a ser prazerosa, mas quando isso vira uma rotina e depois pode pular para doença, então, é melhor ter o acompanhamento do psicólogo que irá fazer um trabalho eficaz e buscará alternativas para mudar o quadro psicológico do solitário.

Não são poucas as razões que levam as pessoas buscarem instantes de calmaria e profunda paz, ou seja, se isolarem do mundo agitado e estressante. Uns buscam esse momento quando perdem alguém íntimo da família ou de seu circulo de amizade, ou querem se afastar socialmente de tudo e de todos, talvez devido a alguma decepção marcante.

A solidão não é o mesmo que passar algumas horas em redoma para meditar ou realizar algum trabalho que requeira tranquilidade, mas um período mais demorado, tal como passou o profeta Elias à beira do ribeiro de Querite, em profundo estado de solidão, conforme o relato de 1 aos Reis 17.

Não são poucas as vezes que me encontro sozinho e pensativo; lendo um bom livro, ou mesmo meditando na Palavra de Deus. Estes momentos são bons para a saúde física e mental, alimentam a alma e rejuvenescem o espírito. São instantes importantíssimos e saudáveis na vida do obreiro, porém, não podem virá rotina, isolar as pessoas e evitar o contato com gente que amamos. O contrário disso é a solidão mórbida, doentia que faz a pessoa mergulhar no mundo da ilusão, adquirir melancolia e chegar à famigerada depressão. Tal situação tortura a alma, dilacera o coração e a mente, levando o indivíduo até mesmo à morte.

Tem muita gente solitária, mesmo havendo centenas de pessoas em sua volta e pertencente a uma família numerosa e congregando-se em igreja de inúmeros membros. Pessoas que não conseguem fazer amigos, e os que têm não os valoriza o que culminará ficando sozinhas. A solidão é de certa forma contagiosa, pois quem tem amigos ou parentes solitários, se não abrir os olhos acabará solitário também, que nem o pardal no telhado.

Quando a pessoa atinge esse degrau de comportamento, faz-se necessário a ajuda do psicólogo, fazer a terapia de grupo, a fim de novamente se reintegrar socialmente, voltar a interagir com as pessoas e buscar um nível melhor de vida, e com isso reduzir o sofrimento da alma e ser feliz.

Alguns cristãos não sabem o que é solidão. Eles, cada vez mais se envolvem com a obra de Deus, não perdem cultos, evangelizam todos os dias, bem como leem e meditam nas Escrituras dia a dia, estão sempre envolvidos com os grupos de sua igreja e no trabalho não cessam de apresentar a Cristo as pessoas necessitadas. Isso funciona como uma grande terapia contra a solidão. São pessoas que estão sempre reunidas para orar e discutir as verdades bíblicas. Assim sendo, estão longe de serem como o pardal solitário do telhado, que devido a solidão acabam morrendo. Valorize mais a sua vida, sai do estado solitário.

Não procure água em fonte seca

“E o anjo do Senhor a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur” (Gênesis 16:7).

Agar, serva de Abraão e Sara, fugiu temendo ser maltratada pela esposa do patriarca. Exausta e apreensiva ela conseguiu chegar até uma fonte no deserto, não se sabe se havia água ou não, o certo é que um Anjo enviado por Deus a encontrou ali, junto à fonte no caminho de Sur (em hebraico muralha), trata-se de um deserto entre a Palestina e o Egito. Ela estava grávida e não sabia.

Às vezes a fuga não é a melhor solução para a resolução das pendências da vida. A fuga é rolar o problema para debaixo do tapete e achar que ele não o importunará mais, conversa fiada, pois, as questões referentes a relações difíceis entre os homens se resolvem com comunicação e perdão.

O Anjo quando a encontrou ali lhe disse: “…Agar, serva de Sarai, de onde vens e para onde vais? E ela disse: venho fugida da face de Sarai, minha senhora. Então, lhe disse o Anjo do Senhor: Torna-te para tua senhora e humilha-te debaixo de suas mãos” (Gênesis 16.8,9).

“…ribeiro transbordante é a fonte da sabedoria” (PV 18.4). Sabedoria se encontra na Palavra de Deus, porquanto, Jesus é a verdadeira fonte de águas vivas: “És a fonte dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano!” (Ct 4.15). O mesmo Cristo disse a certa mulher samaritana: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4.14).

Não procure água em fonte seca, que não tem se quer um filete de água capaz de saciar a sede da alma. A sede da alma é saciada através da presença viva de Jesus Cristo, autor e consumador da fé. Nele está “…o manancial da vida; na tua luz veremos a luz” (Salmos 36.9); Ele, Cristo, é o único que pode saciar a sede do homem distante de Deus: “E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida” (Apocalipse 21.6).

Não seja uma fonte turvada, não ceda aos caprichos do homem iníquo, que não tem Cristo no coração, seja firme em suas posições, e defenda a fé cristã. A Bíblia diz: “Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio” (Provérbios 25.26). Não procure água em fonte seca! Cristo é a fonte transbordante, que refrigera a alma sedenta e triste.

Refugiando-se em Cristo

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Apartai para vós as cidades de refúgio, de que vos falei pelo ministério de Moisés” (Josué 20.2).

Deus sempre se preocupou com o homem, não só quando ele estava no Jardim do Éden, mas também, quando este pecou e foi expulso de Sua presença. Deus amou o homem e providenciou o escape todas às vezes que ele necessitou de ser ajudado, amparado e liberto de alguma amarra espiritual. As cidades refúgio eram em número de seis e foram construídas para abrigar os israelitas que por ventura, acidentalmente, viesse a matar outro, então podia fugir imediatamente para a cidade de refúgio mais próxima e ali escaparia da vingança dos familiares ou amigos do morto.

Na cidade refúgio o homicida estava seguro das consequências do seu ato. Em Cristo você está salvo da fúria de Satanás.

As cidades refúgio simbolizam a pessoa de Jesus Cristo, nosso Salvador eterno, que nos acolhe e de maneira alguma nos lançara fora de Sua presença.

Três cidades ficavam de um lado e três do outro, do rio Jordão. Elas chamavam-se de, Cades, Siquém, Hebron, Bezer, Ramote e Golam.

Cada uma delas tinham um significado hebraico: Cades (Santo), Siquém (Ombro), Hebron (Comunhão), Bezer (Fortaleza), Ramote (Exaltado) e Golam (Gozo).

Jesus Cristo é o perfeito refúgio de sua igreja aqui na terra. Somente Ele é quem tem o poder para salvar o homem da ira de Deus, protegendo-o com o Seu precioso sangue. As cidades de refúgio apontam para a gloriosa misericórdia do Senhor Deus, o qual “amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que nele creia não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

O rei Davi em um dos seus belíssimos cânticos disse do profundo da sua alma: “Deus é o meu refúgio, nele confiarei, o meu escudo e a força de minha salvação, o meu alto retiro e o meu refúgio. O meu Salvador, da violência me salvou” (2 Sm 22.3).

Davi compôs muitos hinos de louvor a Deus e em muitos deles ele reconheceu que o Senhor é um alto refúgio e socorro bem presente, diz ele: “O Senhor é o meu rochedo e o meu lugar forte, e o meu libertador, o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio, o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio” (Salmos 18.2).

Fazendo uma comparação tipológica das cidades refúgio com a pessoa de Cristo temos: Cades, onde Jesus é refúgio para o impuro de coração. Para aquele que está mergulhado no mundo de pecado e de dor. Cades é Santo, é Puro, é Imaculado.

Siquém, Jesus é refúgio para aquele que se acha cansado e oprimido. Jesus disse, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Siquém é Ombro em hebraico. Permita que o Senhor Jesus lhe conduza às águas tranquilas, lhe ponha em seus ombros e lhe renove suas forças e lhe acrescente a fé.

Hebron é outra cidade refúgio, cujo significado é comunhão. Talvez você esteja longe do aprisco, distante da presença de Deus, como alguém que está afastado do caminho da salvação, porém, em Hebron você encontrará repouso, pois Cristo quer que você tenha comunhão com Ele.

Bezer é a quarta cidade refúgio e o seu significado é de muita valia para nós, igreja do Senhor. Em hebraico significa fraco. Jesus Cristo é e sempre o foi refúgio para todos quantos se acharem fracos, desanimados, à beira do abismo, ao ponto de fazer naufrágio da fé. Jesus Cristo é refúgio para os que se acham incapazes de prosseguir na fé cristã. Não permita que o diabo lhe tente e lhe derrote. Saiba que o nosso Deus é quem nos garante a vitória, e maior é o que está em nós do que o que está no mundo. Se você encontra-se nesse estado de fraqueza, saiba que Jesus é a nossa Bezer. Corra para Ele hoje mesmo. Bezer é refúgio para todos quantos estão em estado de fraqueza espiritual.

Ramote é a penúltima cidade refúgio e tem um significado muito importante que é Exaltado. Muitos não conseguem levar uma vida tranquila, mas se desesperam por qualquer motivo, ou seja, entram em desespero e esquecem que o Senhor Jesus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na hora da angústia. A esperança do mundo não é uma esperança confiável, mas Jesus Cristo é a esperança verdadeira. Em seu nome os crentes habitarão seguro. Paulo diz: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade” (Ef 1.4). Porquanto, continua ele: “E nos ressuscitou juntamente com Ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.6). Ramote é refúgio para todos os desesperados e aflitos de espírito.

E por fim, a cidade refúgio de Golam, cujo significado é Gozo, alegria inefável. Se você está passando por algum tipo de tribulação, angústia profunda, depressão, grande tristeza, saiba que Jesus Cristo é refúgio para vocês todos. Corra hoje mesmo para a cidade de Golam, você que se acha nesta provação, nesta luta e nessa situação tão desconfortante. Golam é refúgio para todos os que estão neste contexto de vida. Corra para os pés de Jesus!

Cristo é refúgio da igreja que luta e batalha sempre por um dia melhor e mais alegre. Estamos à beira do arrebatamento da igreja e até lá, passaremos por situações difíceis, onde teremos que lutar dia após dia contra as hostes da maldade.

Cristo é o refúgio seguro. Se alegre no Senhor, pois Ele te elegeu desde a fundação do mundo e está apto para te dá total vitória.

Em Cristo, o que crer tem segurança, santidade, paz, alegria, unção e poder. Nele encontramos descanso, comunhão e gozo para a alma. Cristo está simbolizado nas cidades de refúgio, logo, chegue-se a Ele antes que seja tarde demais. Amém!

Colhendo em tempo de seca

“Porventura há ainda semente no celeiro? Todavia, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado os seus frutos, mas desde este dia vos abençoarei” (Ageu 2.19).

Tenho acompanhado pela mídia a situação do nosso povo, de nossa gente. Se deixarmos de lado o entretenimento e cairmos na real, perceberemos que essa situação é caótica e está de mal a pior.

Há muita gente sofrendo na área da saúde, outros por falta de segurança, desemprego e por ai vai. O “consolo”, como muitos pensam estar por vir: A próxima COPA do Mundo. É bom que cada um abra bem os seus olhos, pois esse evento futebolístico não resolverá os problemas dos trabalhadores de nosso país, nem solucionará os problemas que hoje são enfrentados pelas famílias pobres em todos os estados e municípios.

Quando as delegações partirem para os seus países, é que tomaremos conhecimento do tamanho do rombo, dos problemas a serem administrados. A passagem em lide revela a situação triste e preocupante do povo de Israel nos dias do profeta Ageu. Não havia mais sementes no celeiro e as árvores frutíferas que podiam ajudar na economia do povo, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não davam mais frutos, situação muito triste. Como colher em tempo de seca? É quase impossível, porém, Deus é o Deus do impossível, é o Deus do milagre, basta tão somente ter fé nEle.

Parafraseando o texto: “A partir de hoje, Eu o Senhor, estarei abençoando a todo o meu povo. Sei que os celeiros já não têm mais sementes armazenadas e que as principais árvores frutíferas, responsáveis pela economia e a sobrevivência de meu povo não têm produzido os seus frutos regularmente e em quantidade suficiente para o consumo diário”. A promessa de Deus é que Ele abençoará aqueles que a Ele forem fiéis, mesmo na luta, na dificuldade não negarem o Seu nome. É hora de colhermos em tempo de dificuldades. Não abandone o manancial de águas vivas, Cristo. Creia no Senhor e no mais Ele tudo fará. Amém!

Esta palavra em lide, a escrevi em 07 de fevereiro de 2014 e as delegações dos países, que vieram para a COPA aqui no Brasil, verdadeiramente se foram e como ficou o país, o povo e as obras? O país até hoje está mergulhado no caos, o povo continua sofrendo e as obras com problemas e outras inacabadas. A saúde cada vez pior, a insegurança aumentou, as obras que deveriam ser realizadas não foram concluídas a contento, muitas estão abandonadas, estamos mais pobres e a espera de que? De outra COPA? Ou de outros governantes?

 

Segure tudo o que foi conquistado

“Guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (1 Timóteo 1.14).

Quantas coisas você tem conquistado pela fé e outras você tem deixado de adquirir? Quantos sonhos não foram ainda realizados? E outros já não estão em seu coração, porquanto o desânimo não lhe permite mais correr em busca deles? Saiba que isso não é bom e, também, não é o fim de tudo, creia no Deus que tudo pode e tudo faz: Jesus Cristo.

Paulo ao aconselhar Timóteo, ele disse: “Guarde bem o bom depósito”. Timóteo deveria preservar e redobrar a vigilância para não deixar o inimigo efetuar seus assaltos, roubando-lhe as dádivas adquiridas desde o dia da conversão. Timóteo conhecia bem essas dádivas: a fé, a paz, o amor, a justificação, a regeneração, a santificação, bem como as doutrinas e dons espirituais, recebidos diretamente de Cristo e de Paulo. Timóteo agora recebia a determinação para ensiná-los a homens fiéis e idôneo, capazes de se tornarem líderes diante do rebanho de Cristo (2 Tm 2.2).

Com o novo nascimento, se inicia uma nova fase do viver cristão, tudo passa a ser novidade, a começar pela alimentação à base da Palavra de Deus: as “coisas velhas ficam para trás e tudo se faz novo”. Os atos, as boas maneiras são então, evidenciados, ele adquire a mente de Cristo e é chamado de cristão. Os valores morais são então aperfeiçoados até alcançar a “estatura de varão perfeito”.

O homem interior é aprimorado de modo que o Espírito Santo faz nele morada. O coração começa a armazenar riquezas espirituais de verdade: paz, amor, gozo inefável, dons do Espírito, etc. A sua responsabilidade aumenta, à proporção que ele vai angariando experiências e experimentando seus talentos na obra de Deus. Ele com a bagagem adquirida aos pés de Cristo tende a se tornar um zeloso despenseiro das dádivas recebidas e com naturalidade procurará ensinar a outros o caminho da verdade, “a tempo e a fora de tempo”, de modo que Jesus passa a lhe conceder poder e autoridade para testemunhar de tudo quando ouviu e viu acerca dEle.

Conservar as riquezas oriundas do Senhor é um exercício constante, pois o inimigo lutará para pôr as suas mãos nelas, mas, se o cristão orar, jejuar, vigiar, ler e meditar na Bíblia, ser assíduo aos cultos, se envolver com sabedoria na obra evangelística e lutar com todas as armas espirituais para ser um vitorioso na fé, então cumprir-se-á a seguinte palavra em sua vida: “… e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém” (Mt 28.18-20).

Guarda o que tens para que ninguém tome a tua coroa. Guarde sim o bom depósito recebido, retenha-o firme, com segurança, pois nele há as bênçãos conquistadas, as quais Cristo ganhou-as na cruz do calvário. Amém!.

Nascido para vencer

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.” (Romanos 8.37).

Quando você aceitou a Cristo como único Senhor e Salvador de sua vida, você passou a ser visto na tela do radar de Deus, como alguém que estava morto e reviveu, como aquele que estava perdido e foi achado, bem como, aquele que não tinha vida e reviveu. Você era apenas uma criatura de Deus e a partir do momento de sua integra ao Senhor, passou a ser chamado de filho de Deus e imediatamente, alcançou a justificação, sendo, portanto, herdeiro e co-herdeiro com Cristo, portador agora, de um passaporte que o levará às mansões celestiais na vida pós-morte. Isso é o máximo!

Quando você estava no mundo, perdido, sem Deus, sem paz e sem luz, jazendo em trevas e sendo guiado por cegos espirituais, então, não aparecia seu nome na tela do radar de Deus, e com isso, seu nome não figurava no Livro da Vida, mas agora que você encontrou-se com Cristo e as coisas velhas já se passaram e tudo se fez novo no seu caminho, onde a fé, a esperança e o amor habitam juntos em seu coração, é hora de você não deixar de glorificar ao Senhor, porquanto, Cristo vive em você e o Espírito Santo é quem garante a tua vitória, fazendo-o vencer todas as batalhas espirituais desta vida.

Satanás, furioso e sabedor que você é uma nova criatura, então, procura te acusar e apontar o teu lastimável passado, porém, tudo isso são coisas do tempo da ignorância, o sangue de Jesus Cristo, vertido na cruz do Calvário, te limpou e te santifica todos os instantes da tua vida. Agora, você é mais do que vencedor em Cristo Jesus. Derrota, pecado e fraqueza, são coisas que não fazem mais parte do teu dicionário de fé meu querido irmão. Você é mais do que vencedor. As vestes antigas, manchadas pela iniquidade, foram trocadas por vestes brancas e salpicadas com o sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É só mantê-las limpas e a vitória é certa.

Você é mais do que vencedor, e mesmo que o inimigo de acuse, você não nasceu de novo para perder batalhas, mas para ganhá-las pela fé e perseverança em Cristo. Aleluia!

Captando a direção do vento e abrindo as velas

“O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos” (Ec 1.6).

Se o caríssimo leitor me perguntar se o sábio Salomão velejava ou era fascinado pelo mar, sinceramente não saberei responder, porém, sua sabedoria é vasta e ele consegue falar de diversos assuntos relacionados à vida e a tudo que envolve o ser humano.

O grande professor náutico é sem dúvida o mar, o mestre por excelência, pois tem ensinado ao homem muitas verdades sobre a vida; e na pessoa de Jesus Cristo vemos a personagem de um grande homem do mar, o marinheiro usado por Deus para ensinar a Noé como desviar a arca dos grandes perigos e adversidades por ocasião do dilúvio.

Jesus se utilizou muito do mar e quando este se revoltava, Ele o repreendia vindo em seguida a bonança. Somente Cristo conseguiu domá-lo de maneira extraordinária, ao ponto de andar sobre ele com inteira naturalidade. Não se tem registro que ele tenha pescado algum peixe, mas a Bíblia relata que ele convidou os discípulos para comerem um peixe assado e à beira do mar e não se sabe ao certo se havia às proximidades alguma ferramenta para pescaria, nem havia pescadores à sua volta; outra vez, Ele foi questionado sobre o dá ou não tributo a César, o imperador romano, e mais que depressa o mar lhe apresentou um peixe com uma moeda de valor suficiente ao exigido como tributo, o que impressionou ao seus oponentes e aos seus discípulos.

Tal como um veleiro em alto mar, assim é a nossa vida cristã. Se quisermos chegar ao porto de destino, seguro e com víveres suficiente, sem ter que ficar à deriva e faminto, faz-se necessário captar a direção do vento e logo depois abrir bem as velas para que a embarcação deslize sobre as águas, com velocidade e garbo, cortando as vergas que surgirem pela proa como sendo grandes adversárias, a fim de impedir que o nosso barco (vida) alcance o porto desejado (o céu).

Tem momentos que parece que estamos tal como o ferro (âncora) de uma nau, unhada (quando a mesma está lançada ao mar e presa às suas profundezas) na lama, ou nas pedras profundas. É nesse instante que parece que a vida está pesada demais para nós, as velas do nosso barco (vida) já foram arriadas, o leme não funciona, tudo está remando ao contrário e a bússola não tem agulhas magnéticas que funcionem a contento, … nada dá certo … é nessa hora que precisamos olhar para o alto, para o céu, pois é de lá que nos sobrevém o socorro, diz o salmista no Sl 121.1,2:

”Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” – Momento de se tomar decisões certas: o “vento vai, mas volta fazendo os seus circuitos”, o mesmo deve acontecer conosco, antes de se lançar ao mar alto, é preciso saber como está às condições do vento; estamos na fase de captação do vento e identificar sua real direção, a fim de abrirmos as velas de nosso veleiro para que este avance com rapidez e segurança, sempre no rumo certo para alcançar o porto de destino.

Queridos, saibam de uma coisa, sem Cristo no barco não a cristão nenhum que alcance vitórias plenas na vida que leva. Saiba que sua vida (seu barco) é preciosa e que o Senhor Jesus tem interesse nela, por isso, faça tudo para captar a direção do vento, a direção para onde o Espírito quer que seu barco navegue. Aleluia!

“Helloween, uma maldição que se alastra pelo mundo a cada ano

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5.1).

Não existe registro preciso de onde surgiu o festival conhecido como o Dia das Bruxas, ou o termo inglês “Halloween”. A palavra tem origem na igreja católica, porquanto, vem de uma tradição comemorada no dia 1 de novembro, chamada Dia de Todos os Santos, porquanto, uma celebração pagã relacionada com os mortos e os “maus espíritos e que pouco a pouco foi se tornando como uma celebração popular.

Para alguns estudiosos o nome tem origem na palavra “Hallowinas”, nome dado “às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte, mais precisamente a Escandinávia”. Todavia, a sua origem mais aceita é que ele surgiu das festas pagãs de Samhain, celebradas pelos celtas durante a Idade Média, na Bretanha e na Irlanda, diz o historiadores.

A palavra também é entendida hoje, como sendo uma versão de “All Hallows´Day”, um dia dedicado a todas as “pessoas santas”, ou seja, outra versão do termo católico, Dia de Todos os Santos, dia em que a igreja romana homenageia todos os seus santos. Com o passar do tempo, os amantes do evento passaram a se referir à Noite de Todos os Santos, “All Hallows´Even”, como “Hallowe´en”, e com o passar dos anos, simplesmente “Halloween”.

Na verdade, trata-se de um ritual com raízes satânicas. O que diz Paulo aos Coríntios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” (1 Coríntios 10.20,21).

A igreja de Jesus Cristo sabe muito bem o que está recomendado por Deus em Dt 18.10-12: “Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro;
Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti.”.

Eventos como esses não têm a aprovação do Espírito Santo. Os próprios símbolos que norteiam as celebridades de “Halloweeen”, alguns deles, são assustadores: abóbora, vela, caldeirão sobre um fogo ardente, vassouras, moedas, aranha, morcego, sapo, gato preto, etc.

Dizem eles que a abóbora é símbolo da sabedoria, da fertilidade e eles aproveitam para fazer dela um desenho assustador e ainda a colocam no escuro com uma vela acesa dentro, cujo significado é orientar os espíritos que estão vagando pelo espaço; o caldeirão sobre o fogo aceso deve receber as moedas e os pedidos do povo dirigidos aos espíritos demoníacos; a vassoura aponta para o poder, a força e a garra feminina, que aos poucos vai varrendo tudo o que é negativo da vida dos participantes; as moedas atiradas no caldeirão devem ser recolhidas ao final da festa, contadas e distribuídas aos necessitados; a aranha simboliza o destino das pessoas e os fios da teia, o meio, o caminho e suporte para seguir em frente, a fim de se alcançar vitórias; os morcegos são símbolos bem especiais, pois eles apontam para a clarividência, porquanto, eles conseguem ver além das formas e das aparências, sem a necessidade da visão ocular. Eles irradiam uma energia própria e por ela se guiam, além de emitirem sons que permitem os movimentos durante a noite; o sapo simboliza o poder e a sabedoria feminina, todavia, trata-se de um atributo dos mortos e de toda a magia feminina, visto que é símbolo lunar; o gato preto, tão temido pelos ocidentais, diz respeito a capacidade de meditação e recolhimento espiritual, autoconfiança, independência e liberdade. O gato preto, para os adeptos do Halloween, coloca a pessoa em plena harmonia com o Universo. Vejamos o que diz o livro de Ezequiel: “E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro.” (Ez 44.23).

Deus não se deixa escarnecer. O profeta Oséias alerta: “Como eles se multiplicaram, assim pecaram contra mim; eu mudarei a sua honra em vergonha.” (Os 4.7). Nos EUA muitas crianças têm desaparecido e sido sacrificadas, certamente, nesse dia, entre 31 de outubro e 1 de novembro. Trata-se de um golpe satânico, destinado a ocultar e tentar apagar a comemoração do Dia da Reforma, que foi comemorado no último dia 31 de outubro quando fez 500 anos.

O apóstolo Pedro recomenda: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar.” (1 Pedro 5.8).

As pessoas que cultivam o “Halloween”, na noite do dia 31 de outubro colocam espantalhos, bruxas, nas janelas para afastar os maus espíritos. Outros se vestem de bruxos, e com suas velas acesas nas mãos e o tridente em punho, saem pelas ruas da cidade amedrontando as pessoas, pedindo comida e oração pelos espíritos dos mortos.

O crente em Jesus Cristo não pode jamais compactuar com esse tipo de festividade, que invocam os espíritos malignos e brincam divertidamente com Satanás. Hoje, o “Halloween” vem sendo praticado por diversos grupos neo-pagãos, e em alguns casos assume o caráter de celebração ocultista, onde a invocação aos espíritos decaídos é uma triste realidade. E o pior, tem pais que compram fantasias para os filhos, pois nas escolas a comemoração é tida e havida como cultural e faz parte das comemorações do calendário escolar.

Os filmes infantis durante esta semana invocam os espíritos. Hollywood fornece vários filmes sobre o tema, entre os quais se destaca a série “Halloween”.

Digam não ao “Halloween”, digam não a Satanás, e glorifiquem o nome que é sobre todo o nome, o de Jesus Cristo, o Filho de Deus. “Helloween, é na verdade uma maldição que se alastra pelo mundo anglo-saxônico, principalmente, nos Estados Unidos da América. Acompanhem as últimas tragédias nesse país! Viva a Jesus!

Desobstruindo o canal de acesso a Deus!

“… e eu disse: olho, e eis um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no cimo, com as suas sete lâmpadas; e cada lâmpada posta no cimo tinha sete canudos. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda” (Zc 4.2,3)

Entre as muitas visões registradas no livro do profeta Zc, está a Quinta visão: o castiçal de ouro e as sete lâmpadas, a qual muito contribui para despertar e ao mesmo tempo motivar o cristão a permanecer na luta por uma vida mais abençoada e santificada, todavia, faz-se necessário que o canal de acesso (os canudos que alimentam o candelabro de azeite) esteja desobstruído, livre para que se receba as dádivas do Espírito Santo diretamente em nossas vidas, o que nos fará brilhar como um “astro no mundo”, conforme disse Paulo.

Observando-se a simbologia descrita na Bíblia, verifica-se que o candeeiro representa a igreja de Cristo, as oliveiras o Pai (à direita) e o Filho (à esquerda) e o vaso de azeite, ao centro, o Espírito Santo.

Se houver algum bloqueio no azeite que corre pelos canudos, certamente as lâmpadas do candelabro (figura dos crentes) não se acenderão, o que poderá provocar frieza e escuridão (morte espiritual). O brilho será maior quanto maior for a quantidade de azeite puro que corre das duas Oliveiras, passando pelo vaso de azeite, ou seja, quanto maior for a sua intimidade com o Espírito Santo, maior será a unção e o poder em sua vida, de modo que a vida cristã fica enriquecida e amadurecida espiritualmente falando.

Amada e querida igreja, a vida espiritual só está no ponto de ser irrepreensível, quando as sete lâmpadas estão acesas, não basta somente acender a lâmpada da salvação, é preciso que a do testemunho, a do servir, a dos dons espirituais, a do amor cristão, etc., estejam também acesa, a fim de que se possa atingir a “estatura de varão perfeito” e está pronto para subir com Cristo ao toque da trombeta. Mantenha os canais de acesso livres e serás vitorioso em tudo.

Pedra no Coturno

“Disse Jesus: tirai a pedra…” (Jo 11.39)

Coturno é uma palavra grega “kothournos”. Na Grécia antiga se utilizava muito o bozzeguim (botina de cano fechado com cordões) de solas altíssimas, que chegava até ao meio da perna e se atava pela frente, muito utilizada pelos atores trágicos.

Quando se fala a uma pessoa: “De alto coturno”, diz-se da pessoa socialmente importante, de alta hierarquia. Ora, nós somos filhos da realeza e esta expressão se aplica a toda igreja de Cristo, pois somos importantes diante do Senhor.

O coturno é uma peça fundamental do uniforme do soldado, pois lhe permite andar com segurança. Cada crente é tido e havido como soldado do grande exército de Jesus Cristo e jamais poderá permitir que haja pedra em seu coturno, para não prejudicar a caminhada para o céu. Sendo este um peregrino é preciso estar calçado com seus coturnos para melhor conforto dos pés, logo, faz-se necessário a retirada de qualquer empecilho, principalmente, as pedrinhas que comumente, atrapalham a marcha, assim como o pecado tem interrompido a caminhada do cristão.

Como soldado de Cristo jamais permita que uma pedra, por menor que for, seja colocada em seu coturno. A pedra é tudo aquilo que pode frear sua marcha, impedindo até mesmo de correr, a boa carreira, a qual leva a plena comunhão com Cristo. No túmulo de Lázaro havia uma pedra e Jesus mandou tirá-la, só depois então, é que se operou o milagre. Jesus não tirou aquela pedra, mais o povo que ali estava, logo, a pedra em seu coturno é você que tem que tirar.

Como soldado fiel e compromissado com o céu procure fazer uma vistoria e não permita se quer, nem mesmo uma diminuta pedrinha (símbolo do pecado) em seu coturno, pois poderá lhe interromper a carreira ministerial. É preciso que se combata o bom combate, e vez por outra que se faça o tradicional “check up” espiritual, não somente nos dias de Santa Ceia, mas minuto a minuto, a fim de detectar todo e qualquer fator impeditivo à operação do Espírito Santo em sua vida; não basta somente brincar de se arrepender, ou seja, arrependimento tipo “gangorra”, que sobe e desce, é preciso arrancar o mal pela raiz e não permitir que tais pedrinhas venham lhe obstruir o canal de bênçãos. Não deixe que satanás lhe use como instrumento para provocar mortandade na igreja.

Jesus disse: “retirai a pedra”. Vamos fazer um mutirão da fé, vamos ajudar nossos irmãos a proceder com rapidez na limpeza do coturno, não seja conivente e sabendo que existem pedras atrapalhando a caminhada de alguém, ajude-o, não o deixe caminhar em pecado, pois Jesus virá a qualquer momento e não queremos que os tais fiquem para trás. Retirai a pedra.

“No seu vocabulário consta a palavra pecado?”

“E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. Porque o salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.18,23)

Hoje em dia é raro se falar sobre o pecado. As pessoas não têm mais pecados, de maneira alguma, elas têm problemas, entram em crises. Esse pronunciamento esta na cabeça de muita gente, que riscou essa palavra “pecado” de seu vocabulário, assim como o fez Freud, o “grande psicanalista”, tentando extingui-la para todo o sempre do mapa, esquecendo-se ele que, a palavra pecado é viva e sua prática uma vez concebida, é capaz de levar o homem a se distanciar eternamente de Deus.

Foi para apagar o pecado do coração do homem, reintegrando-o à vida de comunhão e santidade com Deus que, Jesus Cristo morreu na cruz, abrindo caminho a que se obtenha vitória sobre o pecado e não sobre os problemas.

A solução de problema é uma consequência “a posteriori”, que depende, em sua totalidade, da eterna vontade de Deus, para aqueles que se chegam a Ele, através de Seu Filho Jesus Cristo, autor e consumador de nossa fé.

Na igreja moderna, pouco se fala e pouco se prega sobre o pecado; é mais suave e conveniente chamá-lo de problema. O pecado é uma palavra feia, ultrapassada e afasta o homem de Deus, mas o problema, pelo menos se assusta menos. O problema, por maior que seja não exclui o homem do céu, da presença de Deus, isso segundo a visão de muitos cristãos. Será que existem alguns que impedem do cristão participar do arrebatamento da Igreja de Cristo? — lógico que sim, geralmente, por trás de um problema, por mais simples que seja, acompanha uma causa maior: o pecado que tão de perto nos rodeia.

Paulo escreve: “Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador, com esse tal nem ainda comais” (I Co 5.11). Nessa passagem ele orienta a Igreja de Coríntios a ter cuidado com certos pecadores, trajados de ovelhas, porém problemáticos. Seria isso mesmo que o apóstolo dos gentios falou? Não se relacionar com irmãos problemáticos? — lógico que não. Ele alertou para que não se relacionasse com o impostor, que se passando por crente em Cristo, estava no mundo da iniquidade, pecando e promovendo o enfraquecimento espiritual da igreja.

Mesmo diante de tantas advertências, ainda contemplamos pessoas que insistem em manter pensamentos tais como: “isso não tem nada haver”; “eu sou tão errado que para mim não há mais jeito”, etc. Tais ideias nada mais são do que negar ou mesmo resistir ao chamado do Senhor e/ou até mesmo voltar a pisar no sangue precioso de Jesus Cristo.

O pecado afasta o homem de Deus e o problema às vezes aproxima o homem do Senhor. O pecado é muito falado pelos escritores da Bíblia; ele sempre procura passar-nos a preocupação de Deus sobre o assunto, visto que escrito está: “A alma que pecar esta morrerá”. Quem tem problemas, não necessariamente morrerá.

“Ensinar é arte, é dom e paixão pelas vidas!”

“Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Lei do Senhor e para a cumprir e par ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos” (Ed 7.10).

Sinto-me feliz quando vejo uma juventude motivada para estudar a Palavra de Deus. É muito edificante meditar e estudar a Bíblia de maneira sistemática e para isso os seminários e a faculdades teológicas existem para conduzir dar ao povo de Deus maior conhecimento teológico e bíblico.

Deus tem escolhido muitos vasos preciosos e estes têm se esforçado para aprenderem as verdades bíblicas, porém, muitos chegam até mesmo a se matricularem num curso teológico, porém, as dificuldades, e entre elas a principal que é a financeira, bate à porta e a pessoa desiste e não mais retorna à sala de aula. É muito triste essa situação, mas é a pura realidade.

Esdras, o escriba, muito se esforçou para ensinar ao povo de Israel o caminho da verdade e as riquezas dos Estatutos (Ed 7.10); o apóstolo Paulo, em toda sua vida lutou e sofreu pelo ensino: “…este é para mim um vaso escolhido, para levar (ensinar) o meu nome diante dos gentios… E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome “(Atos 9.15,16).

Todo aquele que abraça esse ministério padece em algumas jornadas: as lutas aumentam, a dedicação à Palavra de Deus e à pesquisa nos envolve e desgasta sobremaneira; o tempo dedicado em sala de aula e com a preparação do material didático, bem como o constante aprimoramento das disciplinas a se ministrar é relativamente grande e às vezes, fato ocorrido comigo, não se percebe que nossos filhos cresceram e já não são mais crianças, mas já alguns passaram da adolescência, já não são jovens, outros até casaram-se e têm filhos, que a esposa está mais madura e bela. Tudo isso acontece em nossa volta, mas, lhes afirmo com convicção e gozo na alma, nada é feito para Deus em vão, ele um dia há de retribuir com galardão, e esse dia será na eternidade com Cristo.

Conclamo a todos que estão lendo ou irão ler esta palavra que tenham amor pela Palavra de Deus. Estudem a Bíblia, façam um curso teológico e cresça no conhecimento do Deus vivo, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.

Não precisamos de outra REFORMA, mas de TRANSFORMAÇÃO

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2).

Lendo a epístola de Paulo aos romanos sinto-me deveras animado para escrever esta palavra de incentivo a todos quantos amam a Palavra de Deus e rendem graças ao Senhor neste dia 31 de outro, quando nós evangélicos comemoramos os 500 anos da Reforma Protestante em todo o mundo. Paulo disse: “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Romanos 5.1). Graça ao bom Deus que fomos alcançados pela justificação divina.

Martinho Lutero, monge agostiniano, no dia 31 de outubro de 1517, num ato heroico e intrépido, cheio de ousadia e determinação, afixa na porta da Igreja de Wittemberg, na Alemanha, 95 teses que criticavam a conduta da Igreja romana. Os textos denunciavam a deturpação do Evangelho de Jesus Cristo, a venda de indulgências, a corrupção, o enriquecimento ilícito por parte do clero e a falta do celibato clerical. Além das denúncias, chamava-se o cristão ao arrependimento e à fé.

Em suas homílias Lutero dizia claramente que somente a fé no Deus todo poderoso é que salvava as pessoas, quer fossem elas pobres ou ricas. Tal mensagem evangelística contrariou a cúpula da igreja católica apostólica romana, que tinha difundido ao mundo de então que a salvação era por intermédio da venda de indulgências. O povo por sua vez acomodava-se na interpretação da liderança papal e eclesiástica de então, que oferecia ao povo a expiação da culpa por meio da contrição e penitência.

Martinho Lutero não entendia muito bem a graça salvadora de Cristo, todavia, depois que a ele foi revelado o verdadeiro significado da salvação, ele não teve outra saída a não ser denunciar, e foi por intermédio das citadas teses que ele se declara contrário ao sistema religioso da época, as mesmas deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o Luteranismo, que foi identificado como sendo um movimento protestante em relação a igreja vigente à época, a Igreja Católica Apostólica Romana, dai o nome “Protestante”.

A Alemanha do começo do século XVI não era unificada como a que conhecemos hoje. A nobreza constituía a camada social dominante e o clero, composto por padres, monges e bispos, dominava o contexto religioso. A situação econômica era de certa forma caótica e para piorar os padres indulgentes começaram a vender ostensivamente documentos expiatórios aos empobrecidos camponeses alemães.

Foi dentro deste contexto que surgiu Martinho Lutero que recebeu de imediato o apoio de praticamente todos os setores da sociedade alemã. O papa da época era Leão X que, imediatamente exigiu que o monge se arrependesse e se retratasse com a igreja. Lutero negou-se e foi excomungado pelo papa. Tal fato contribuiu para que inúmeros nobres alemães se desligassem da igreja católica romana.

A Reforma Protestante reacendeu a chama do cristianismo, pois através da volta da pregação, colocou Cristo novamente no centro do culto de adoração a Deus. Colocou Cristo como a pessoa única para salvar: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12).

A Reforma Protestante resgatou as práticas cristãs dos dias de Paulo e Tiago, pois serviu para que os cristãos pudessem dizer novamente ao mundo que Jesus Cristo é o grande salvador da humanidade. Ela também coloca o cristão como luz e sal no mundo, pois, através do testemunho firme e santo, ele anuncia as boas novas de salvação a todos quantos creem no nome de Cristo.

500 anos da Reforma Protestante, anos de vitórias, anos de ricas bênçãos. Hoje a igreja de Cristo está apática, desmotivada, desanimada em seu exercício missionário de pregar o evangelho e muitos ministros do evangelho clamam por outra REFORMA, em vez de lutar para mudar o quadro caótico de desinteresse pelo cumprimento do IDE de Jesus.

O que a igreja moderna precisa não é de outra Reforma, mas de ser transformada e procurar viver uma vida de santidade e fidelidade moral e espiritual, de modo que os milagres, as conversões e a vida cristã saudável tornem a fazer parte da vida de cada crente em Jesus Cristo, para que o Espírito Santo volte a atuar poderosamente no meio evangélico e todos possam fazer a vontade de Deus.

Parabéns a todos que lutaram e lutam até hoje pela causa do Evangelho de Cristo.